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Como o seguro deixou de ser custo e virou fonte de receita para transportadoras?

O seguro está deixando de ser tratado como um custo obrigatório para se tornar o indutor de eficiência, confiança e geração de receita. Segundo a 88i, a contratação de seguros, quem em muitos casos é exigência legal ou condição imposta por grandes embarcadores, pode trazer novas oportunidades para as transportadoras.

De acordo com a insurtech especializada no ecossistema de mobilidade, logística e e-commerce, grandes empresas só operam com empresas que tenham cobertura adequada. Nesse contexto, o seguro deixa de ser apenas um requisito regulatório e passa a ser um fator de acesso a novos contratos e volumes maiores de carga.

Para a empresa, quando o embarcador confia no transportador, ele amplia a operação. Dessa forma, o seguro funciona como um elemento de credibilidade.

Ao redesenhar a lógica tradicional, a 88i afirma ser possível reduzir em até 30% o custo do seguro, dependendo do histórico de sinistros da transportadora. A diminuição do custo, combinada ao aumento do volume transportado, altera diretamente a equação financeira do negócio. Em vez de pressionar margens, a proteção passa a apoiar o crescimento.

REDUÇÃO DE FRAUDES

Segundo a 88i, a digitalização do seguro embarcado também tem efeito direto na redução de fraudes. Ao cruzar dados da operação em tempo real, vindos de TMS, aplicativos, geradores de etiquetas e do próprio consumidor final, se cria o que a empresa chama de “duas fontes da verdade”.

Com menos incerteza, o risco não precisa ser embutido no preço, tornando o serviço mais competitivo. O pagamento das indenizações ocorre de forma digital, diretamente em carteiras eletrônicas.

De acordo com a insurtech, o foco em um nicho ainda pouco atendido explica o ritmo acelerado de crescimento da empresa. Entre 2021 e 2025, a 88i contabilizou 30 milhões de apólices emitidas. O crescimento foi de 1.500% em 2021, 450% em 2022, 440% em 2024 e de 193% em 2025.

“As soluções tradicionais são engessadas e, muitas vezes, apenas impõem custos ao transportador. A proposta aqui é diferente: olhar a cadeia inteira e usar o seguro como ferramenta de eficiência”, afirmou o CEO da 88i, Rodrigo Ventura.

SEGUROS PARA TRANSPORTADORAS

Um dos diferenciais da 88i está na oferta de seguros que podem ser repassados pela própria transportadora a diferentes elos da cadeia. É o caso do seguro de renda voltado a entregadores autônomos, que garante indenização temporária em caso de afastamento, com base na média de rendimentos dos últimos 28 dias.

Em comunicado, a empresa explicou solução tem impacto direto na relação entre plataforma e profissional, com engajamento voluntário desses trabalhadores crescendo cerca de 15% quando o benefício está disponível.

“O entregador costuma operar em mais de uma plataforma, com valores de diária semelhantes. O seguro de renda cria um vínculo adicional. Ele tende a se dedicar mais à empresa que oferece essa proteção, o que aumenta produtividade e fidelização”, explicou Ventura. Como o valor da indenização está atrelado à renda média, o profissional também é incentivado a ampliar sua produção.

Outro eixo é o seguro de proteção de mercadorias, que pode ser contratado de forma flexível, seja por carga, por CNPJ ou por parte da operação, e pode ser revendido pela transportadora ao cliente final ou ao embarcador.

Em operações de e-commerce e drop shipping, onde a pressão por redução de custos logísticos é crescente, oferecer um seguro mais barato do que o disponível no mercado se torna um diferencial competitivo.

Na última milha, onde predominam modelos mais flexíveis e veículos terceirizados — desde carros de passeio até motos —, a 88i desenvolveu coberturas específicas para roubo, furto e danos de carga. A empresa tem a Uber como uma de suas principais parceiras nessa modalidade e afirma já ter alcançado 10,1 milhões de clientes protegidos nesse segmento.

ESTRATÉGIA DE NEGÓCIO

Ao integrar embarcadores, marketplaces, transportadoras, sistemas de gestão e o consumidor final, o seguro deixa de ser um item isolado e passa a compor estratégias mais amplas de negócio. A lógica, segundo a empresa, é criar um ambiente de confiança mútua, no qual todos os elos — contratantes, prestadores de serviço e consumidores — se beneficiam.

Nesse novo arranjo, o seguro deixa de ser apenas uma despesa prevista no cálculo do frete e passa a ampliar a capacidade de fechar contratos, acessar novos clientes e sustentar o crescimento das operações em um setor cada vez mais competitivo.

 

 

Fonte: mundologistica.com.br
Imagem utilizada: Reprodução internet

 

 

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JONATHAN OLIVEIRA – Advogado (OAB/PB, nº 22.560) e Administrador (CRA/PB nº 4265). Assessor Jurídico do SETCEPB – Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado da Paraíba, da FETRANSLOG NORDESTE – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Nordeste e da Procuradoria Geral do Município de João Pessoa/PB, Conciliador Trabalhista e Conselheiro Suplente do CETRAN/PB – Conselho Estadual